Constipação intestinal (prisão de ventre) Sintoma ou Doença?

Constipação intestinal

Constipação intestinal (prisão de ventre), sintoma ou doença?

A constipação intestinal, popularmente chamada de prisão de ventre, é uma condição que tem afetado muitas pessoas, levando-as a sofrerem e a terem sérias consequências por causa desse problema.

Mas, a boa notícia é que esse problema pode ser controlado e até curado se você seguir o tratamento adequado.

Por isso, continue acompanhando este artigo e conheça mais sobre a constipação intestinal.

O que é constipação intestinal?

A constipação intestinal é uma situação onde os movimentos intestinais tornam-se menos frequentes ou difíceis devido a fezes ressecadas dificultando, assim, a evacuação, já que é preciso fazer um grande esforço para evacuar.

Geralmente a constipação está associada a desconfortos e sensação de cólicas e, em muitos casos, pode até causar dores. Ela não é definida pela quantidade de vezes que alguém vai ao banheiro, mas é definida pela dificuldade de evacuação e pelo desconforto, mesmo que você vá ao banheiro em intervalos pequenos de dias ou até todos os dias.

A constipação, portanto, pode ser classificada como uma condição em virtude da má alimentação e pela baixa ingestão de água, além de outros fatores, mas também pode ser um sintoma ou consequência de alguma outra condição ou doença. Portanto, ela pode ter diversas causas.

Causas

Além da má alimentação e da baixa ingestão de água, alguns problemas ou doenças que estão associados à prisão de ventre são os seguintes:

  1. Problemas ou doenças intestinais

Os principais problemas intestinais que podem levar à dificuldade de evacuação são:

  • Hemorroidas
  • Diverticulose
  • Fissuras anais
  • Câncer do cólon
  • Obstrução intestinal
  • Estenose intestinal (estreitamento do cólon)
  • Retocele (enfraquecimento da parede de tecido entre o reto e a vagina)
  • Tumores abdominais que pressionam o cólon
  • Síndrome do intestino irritável
  1. Condições endócrinas/hormonais

Algumas condições desequilibram os níveis hormonais e, por isso também podem causar constipação. As principais são:

  • Diabetes
  • Problemas da tireoide
  • Alterações hormonais na gestação
  • Alterações hormonais do ciclo menstrual
  1. Problemas neurológicos/psicológicos

Problemas ou doenças neurológicas e/ou psicológicas podem afetar diretamente os nervos do cólon e do reto impedindo o funcionamento normal do intestino. Alguns desses problemas são:

  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Doença de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Neuropatia
  • Lesão na medula
  • Alzheimer
  • Ansiedade
  • Depressão

No caso da ansiedade e da depressão, essas duas condições podem interferir nos hábitos alimentares e intestinais e, com isso, aumentam muito as chances de desenvolver a constipação.

  1. Doenças musculares

Algumas doenças musculares também podem afetar os movimentos intestinais e, consequentemente, a evacuação. Os principais problemas musculares atingem os músculos pélvicos que ficam enfraquecidos ou com incapacidade para contração e relaxamento.

Causas da constipação não relacionadas a doenças

Além das condições e doenças citadas, alguns hábitos de vida também podem afetar os movimentos intestinais e, assim, dificultar a evacuação. Os principais hábitos são:

  • Baixa ingestão de fibras
  • Consumo excessivo de proteínas
  • Dieta rica em produtos industrializados
  • Consumo excessivo de laticínios
  • Baixa ingestão de água
  • Sedentarismo
  • Estresse
  • Alguns medicamentos como para hipertensão, sedativos, antiácidos e outros
  • Uso excessivo de laxantes, pois enfraquecem os músculos intestinais
  • A não evacuação quando o corpo manifestar vontade, principalmente quando se está fora de casa
  • Transtornos alimentares
  • Fatores emocionais

Sintomas

Talvez você tenha constipação intestinal e nem perceba. Por isso, é importante estar atento aos sintomas e ir ao médico para que esse problema seja tratado e evite consequências piores.

Os sintomas podem variar para cada pessoa. Os principais são:

  • Desconfortos abdominais
  • Cólicas abdominais
  • Inchaço abdominal
  • Dores abdominais
  • Gases
  • Mal-estar
  • Esforço para evacuar
  • Evacuação incompleta
  • Fezes duras e ressecadas
  • Duas ou menos evacuações durante a semana

Diagnóstico

A maior parte das pessoas não precisa realizar exames para ter um diagnóstico de constipação. Verificar a história clínica do paciente pode ser o suficiente para ter um diagnóstico preciso.

Porém, um menor número de pacientes que apresentam a constipação tem um problema médico mais grave e, nesses casos, é importante fazer exames mais detalhados para identificar a causa e tratá-la.

O diagnóstico inicial, portanto, é feito após análise da história do paciente, seguido de um exame clínico verificando, inclusive, os sintomas.

Os exames mais detalhados para determinar as causas do distúrbio são os exames laboratoriais (hemograma e sangue oculto nas fezes) e exames de imagem (enema opaco, colonoscopia, raio-X do reto durante a defecação e tempo de trânsito das fezes).

A partir daí, é possível estabelecer um diagnóstico mais preciso e, assim, conduzir o tratamento adequado para cada caso.

Consequências/complicações

Quando não tratada, a constipação intestinal pode causar algumas complicações, sendo a mais comum delas o fecaloma, que é uma massa de fezes compacta e desidratada que se deposita no reto ou no cólon interrompendo o trânsito intestinal normal.

O mais comum é que o fecaloma surja em idosos e em pessoas com dificuldade de locomoção como os acamados e os cadeirantes. 

Tratamento e prevenção

Quando a constipação intestinal é o sintoma de alguma doença, esta deve ser tratada. Porém, na grande maioria dos casos, a constipação é apenas uma condição que pode ser tratada com a mudança da alimentação e do estilo de vida.

Por isso, você deve seguir uma alimentação equilibrada dando prioridade a alguns alimentos como os ricos em fibras (verduras, frutas com casca e bagaço, sementes, oleaginosas, cereais integrais e outros alimentos) e os alimentos com propriedades laxativas como ameixa, mamão, aveia e outros.

Além disso, é importante aumentar a ingestão da quantidade de água, ir ao banheiro quando sentir vontade e praticar atividade física regularmente para ajudar no funcionamento do intestino.

Em algumas situações é necessário o uso de supositórios e de lavagens intestinais para facilitar a retirada das fezes (condições críticas com orientação médica).

Os laxativos também podem ser utilizados, mas somente com orientação médica. Em último caso, é preciso recorrer à cirurgia para que seja retirado o fecaloma endurecido.

A prevenção da constipação intestinal é feita, principalmente, seguindo uma alimentação saudável rica em fibras, ingerindo bastante água diariamente, praticando atividade física e evitando situações que possam favorecer a prisão de ventre como ficar adiando a ida ao banheiro.

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Nutricionista Clínica Samara Santos CRN 8726

 

 

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